Certified Scrum Professional :: CSP

Consegui!

Depois de ser um dos 200 seleccionados para fazer o novo exame beta do Certified Scrum Professional (CSP) da Scrum Alliance e de ir a Madrid para o fazer (em Outubro)… Passei. :-)

Pertenço aos 70% dos candidatos a ser Certified Scrum Professional (CSP).

Esta certificação é a certificação que atesta a experiência profissional em metodologias AGILE, mais concretamente Scrum.

O exame não foi fácil mas deu para mostrar o que eu valia/sabia. Foi a primeira vez que fiz um exame e não desgostei da experiência apesar de ter terminado o exame cansado.

Acho curioso, em mais de 10 anos de carreira, só este ano ter obtido certificações (nunca se tinha proporcionado) e logo 3 (CSP, CSM e CSPO). :-)

Quis fazer as certificações em Scrum porque é neste momento a “forma” de gerir projectos em que mais acredito.

Para o ano espero planear (criar um roadmap) mais certificações: PMP, ITIL, PRINCE2… you name it.

Foi um ano muito bom (tanto a nível pessoal como profissional) este de 2011. Tenho tudo para acreditar que 2012 ainda será melhor. :-)

Bom ano para todos.

Até para a semana.

wrap up :: Codebits 2011

Apesar de ter sido escolhido para assistir ao evento não consegui reunir suficiente consenso para dar uma talk. Paciência, para o ano, se fizer sentido, tenta-se de novo. :)

Este ano foi o primeiro ano em que assisti ao evento. E não sei se por não ter nenhuma expectativa ou se por não ter pensado muito em como seria o evento tenho de admitir que fiquei completamente maravilhado.

Posso dizer sem hesitar que foi o melhor evento de TI a que assisti em território Português.

Foram 3 dias em que se respirou e transpirou (literalmente) tecnologia, com talks e um concurso de programação à mistura.
A Sapo está de parabéns, pois o evento não podia ter corrido melhor: desde o ambiente proporcionado, ao branding discreto, à alimentação e comodidades fornecidas, tudo foi perfeito.

O Celso Martinho (CTO da Sapo) disse que este tinha sido o melhor Codebits de sempre e pelo que eu vi, apesar de não ter assistido aos anteriores, não disse mentira nenhuma.

Os únicos pontos menos bons, na minha opinião, foi a (aparente) ausência de reciclagem, a pouca assistência às talks (pelo menos foi a ideia com que fiquei) e a dificuldade em obter um badge “Friend of Meo” (private joke :D ).
O ponto alto do evento foi sem dúvida os “nuclear tacos”. É uma experiencia pela qual todos devemos passar, pelo menos uma vez na vida, e que quero repetir.

Acho que um dos “major achievements” do evento foi sem dúvida criar um ambiente com um “brand free” feeling mas com as marcas bem presentes: Sapo, TMN, Meo, O’Reilly, Microsoft, Lego, Sony Ericsson, etc.

A ideia dos “badges” também estava muito bem conseguida.

Resumindo, foi um evento excelente ao qual quero voltar para o ano que vem.

Até para a semana.

Codebits 2011

O Codebits 2011 terá lugar no pavilhão atlântico, em Lisboa, entre os dias 10 e 12 de Novembro de 2011.

Depois de ter uma conversa com amigos sobre o possível interesse (ou não) de uma talk sobre Scrum num evento deste tipo, resolvi propor uma.

A maior dificuldade que tive em relação à talk que propus foi não querer falar apenas do Scrum em si, pois é um assunto que já está bastante falado e corria assim o risco da talk ser um pouco monótona, sem nada de novo; gostava de falar de algo mais específico como por exemplo o papel do ScrumMaster e as diferenças para o típico Gestor de Projecto presente noutros modelos, como por exemplo o Waterfall.

Com receio de ter na plateia newbies no Scrum resolvi também explicar de forma rápida o Scrum, o Scrum numa nutshell.

Achei por bem colocar também no âmbito da talk algumas dicas de como começar a usar Scrum e como conseguir “vender” o Scrum numa empresa, pois foi dos tópicos que eu mais gostei de aprender e é dos que mais dá jeito para quem quer fazer um test-drive ao Scrum.

Após ter chegado à conclusão do âmbito tinha de evitar um título que fosse  muito sério e formal, como por exemplo: “O Scrum, o ScrumMaster e as diferenças para o Gestor de Projectos”.

É verdade que este título enquadra-se no âmbito da talk, mas digam lá se não tem bastante mais graça: ”The Good, The Bad and the ScrumMaster”.

Este título, como é evidente, é inspirado no clássico filme “The Good, The Bad and The Ugly” ou em Português “O Bom, O Mau e O Vilão”.

O que é que poderá ser o Good? O Scrum ou a equipa por exemplo. O Bad? O Gestor de projectos tradicional, o Waterfall, o Cliente, o Product Owner, etc. O ScrumMaster? Essa é fácil. :)

Assim sendo espero no próximo Codebits ter a oportunidade de falar e discutir um pouco sobre Scrum, sobre o papel do ScrumMaster, de como é que o Scrum pode ajudar os projectos a ter mais sucesso e como é que se pode dar os primeiros passos no Scrum.

Fica aqui o link da minha proposta de talk:

http://codebits.eu/intra/s/proposal/209.

Até para a semana.

CSM e CSPO

Já está!

Depois de fazer 2 testes online já posso actualizar o meu perfil no Linkedin com as certificações Certified Scrum Master (CSM) e Certified Scrum Product Owner (CSPO).

Como já tinha dito aqui, fiz ambos os cursos em Lisboa com o Mitch Lacey. E posso dizer que ia com as minhas expectativas elevadas e não foram nada defraudadas!

Os cursos são excelentes, de apenas 2 dias, onde o Mitch Lacey teve oportunidade de mostrar porque é que é considerado um dos grandes experts de Scrum da actualidade.

Não hesitava em fazer os cursos novamente, pois são mesmo excelentes. Só pecam por ser apenas 2 dias cada. Há tanto para falar e tantas experiências para trocar com o Mitch que não tenho dúvida em dizer que toda a gente ficou com pena quando chegamos ao fim dos cursos.

Recomendo os cursos, principalmente se forem dados pelo Mitch.

Fiquei surpreendido quando percebi que não fui o único a fazer os 2 cursos seguidos. Tornou-se, inclusivamente, uma agradável surpresa perceber que o interesse por Scrum em Portugal tem vindo a aumentar consideravelmente.

O curso de CSM permitiu-me tirar todas as dúvidas que tinha relativamente a ser-se um bom Scrum Master bem como estudar a melhor solução para aplicar o Scrum no meu trabalho.

No CSPO como não é a minha principal actividade não tinha grandes dúvidas para tirar mas o curso serviu para abrir os olhos e olhar para o Scrum de uma perspectiva diferente, sob o olhar do cliente.

Por fim posso dizer que tive o privilégio de assistir ao Mitch e ao Pedro (pessoa impecável e com desafios semelhantes aos meus) a fazerem flexões. O ponto que o Mitch queria mostrar é que um dos valores do AGILE é o respeito e não se respeita uma equipa quando se chega atrasado (que foi o caso do Pedro).

Mal posso esperar para fazer mais cursos com o Mitch e sobre Scrum.

P.S: Pedro, a resposta é sprints de 1 semana ou Kanban. Vai para a primeira hipótese que é o que eu vou fazer. :-)

Até para a semana.

quality assurance no scrum

Desde que adoptei o scrum, tenho feito mais testes do que alguma vez fiz.

O resultado está à vista de todos, temos tido muitos menos bugs nos testes finais de aprovação o que acaba por ser curioso pois como não existem praticamente bugs o cliente sente-se com confiança para pedir sempre alguns melhoramentos. Algo que antigamente com mais bugs era impossível, quer por falta de tempo ou por falta de confiança nos desenvolvimentos.

Após algum tempo a praticar scrum não tenho dúvidas que trouxe melhorias significativas no trabalho, principalmente a nível processual.

Não me canso de dizer que estou rendido ao scrum.

O único (grande) aspecto do scrum que ainda não estou, de todo, convencido é a utilização de sprints em desenvolvimentos web.

Os nossos clientes têm um time-to-market extremamente agressivo e não é concebível que tenham de esperar 2, 3 ou 4 semanas por um package de desenvolvimentos quando podemos ter várias releases durante esse período de tempo disponibilizando de forma gradual e mais atempada as novas features ou correções de bugs.

Eu costumo dizer que o melhor scrum é o nosso scrum. Não é o scrum que vem nos livros mas sim a forma como adaptamos o scrum à nossa realidade. Se forem vocês a adaptarem-se ao scrum, então o objectivo principal do scrum está logo desde o início a falhar. Deve ser o scrum a adaptar-se a vocês e não o contrário. O scrum procura melhorar o funcionamento de uma equipa e não mudá-lo completamente ignorando o meio onde esta equipa está inserida.

É como alguém uma vez disse: “Don’t ask what you can do for scrum, but what scrum can do for you!“. Não foi bem esta frase mas era algo do género. :)

Até para a semana.

como o scrum mudou a minha vida

Cheguei à conclusão que sinto um enorme afecto pelos post-its que durante a noite caem do quadro, e tenho de os colar de manhã quando chego ao escritório, obrigando-me saber de cor e salteado todas as tarefas de todos os projectos ao ponto de saber exactamente de onde cada post-it caiu (projecto/sprint e respectivo estado).

O scrum enquanto ferramenta de tracking de projectos é excelente. O que para mim é o mesmo que dizer: “Bye bye Microsoft Project!” :-)

E não ajuda apenas o project manager / scrum master. De forma inconsciente toda a equipa tem presente todas as tarefas que estão feitas, por fazer e em progresso.

Não vou dizer que o scrum é muito melhor que os mandamentos do pmbok mas a verdade é que o scrum é mais prático enquanto o pmp é mais teórico.

Como já disse repetidas vezes, o scrum por si só não é a solução para o problema… agora que o ajuda a resolver lá isso ajuda.

Eu sei que sou suspeito, mas neste momento estou bastante mais fã da utilização do scrum do que do pmbok. Agora é como tudo, o scrum é especificamente vocacionado para o desenvolvimento de software (embora há quem diga que pode ser usado em outras áreas) enquanto o pmbok pode ser usado nas mais variadíssimas áreas. Daí a minha inclinação para o scrum. E verdade das verdades, o scrum é divertido!

Até para a semana.

certificações em scrum

Este ano ando entusiasmadíssimo com as certificações em scrum.

Para quem não sabe, vão ocorrer duas formações em Lisboa (oficias da Scrum Alliance):

- Certified Scrum Master: (CSM)

- Certified Product Owner: (CPO)

Tanto uma como a outra serão dadas pelo Mitch Lacey.

As inscrições “early bird” terminam no final deste mês por isso recomendo-vos vivamente a reflectir na vossa presença (ou não) nestas duas formações que não ocorrem todos os dias em solo nacional.

Eu vou tentar lá estar. Tanto numa como na outra. :-)

Para meu grande espanto, o PMI resolveu virar as suas agulhas para o Agile e vai lançar ainda no decorrer deste ano a sua primeira certificação sobre os princípios e conceitos Agile (PMI Agile Certification). Podem ler tudo sobre esta certificação aqui.
Esta é a prova provada que as metodologias Agile estão a ganhar cada vez mais peso na gestão de projecto e a conquistar mais e mais adeptos.

Como podem ver, este é um ano muito bom para começarem a pensar em tirar uma certificação em Scrum / Agile.

Já não há desculpas, pois a oferta já é bastante boa.

Eu vou-me já inscrever.

E vocês do que estão à espera?

Até para a semana.

recurso humano 2.0

Nos últimos anos a Internet mudou.

Mudou e continua a mudar.

Estamos hoje em plena web 2.0 e a começar a ouvir aqui e ali sobre a web 3.0.

Ora as pessoas, nos seus locais de trabalho, também mudaram.

Gosto de dizer que hoje estamos na era do recurso humano 2.0.

O RH 2.0 difere dos restantes em termos das suas convicções, necessidades e expectativas.

Convicções: Todas as pessoas têm as suas convicções e crenças. O recurso humano 2.0 é o recurso do século XXI. As pessoas têm que acreditar na empresa que representam. Um colaborador que acredita na empresa que representa e na sua marca é um colaborador mais eficiente em prestar serviços ao seu cliente. O recurso humano 2.0 é uma pessoa que “veste a camisola” da sua organização.

Necessidades: Todos temos necessidades. E um colaborador de uma empresa não é excepção. O recurso humano 2.0 é um indivíduo que necessita de se sentir valorizado, acarinhado e apreciado. Todos os recursos humanos trabalham de forma mais eficiente e eficaz a partir do momento em que o seu trabalho é reconhecido. Só depois do reconhecimento é que aparecem as necessidades monetárias e restantes regalias.

Expectativas: O recurso humano 2.0 quando aceita o desafio de trabalhar numa empresa, cria uma série de expectativas. Expectativas que não estão implícitas no contrato de trabalho mas que são igualmente importantes de serem cumpridas. A própria entidade patronal também cria as suas próprias expectativas relativamente ao novo colaborador. As expectativas do colaborador deverão ser percepcionadas pela organização de forma a irem ao encontro delas. Para o recurso humano 2.0 as expectativas são tão ou mais importantes do que o que está explicito no contrato de trabalho.

As principais qualidades do recurso 2.0 são: Assertividade, Perseverança, Equidade, Determinação.

E agora as perguntas que cabe a cada um responder são:
- Os vossos colaboradores são rh 2.0?
- Como é que podem ajudar os vossos colaboradores a chegar lá?

Até para a semana.

the scrum experience

Após estarmos à um tempo considerável a usar Scrum aqui fica o status da experiência.

O primeiro contacto da equipa com o Scrum não foi muito pacífico (embora também não tenha sido nenhuma desgraça), pois apesar de ter transmitido que a presença de um quadro com as tarefas de um projecto não tinha como propósito ser um “big brother”, a verdade é que senti alguma resistência à mudança, pois o white board era encarado como uma ferramenta de controlo/subjugação. Constatei que o white board (inicialmente) em vez de se tornar um facilitador tinha-se tornado uma fonte de stress.

Mas na verdade, e tal como esperava, após a equipa habituar-se à presença do white board (uma questão de dias), bem como das daily scrums, o trabalho começou a fluir de uma forma muito interessante e sem dúvida que nos tornamos bastante mais eficientes.

Com as nossas daily scrums e com o white board conseguimos de forma rápida e simples aferir em que ponto do projecto estamos, que dificuldades estamos a sentir no desenrolar das actuais tarefas, o que está feito, o que está por fazer e o que está realmente feito (validado).

Inclusivamente tivemos um projecto em que o cliente quis fazer uma versão beta e como tínhamos todas as tarefas claramente identificadas foi muito simples definir que features seriam possíveis para uma versão beta e que features apenas estariam disponíveis para a versão final. E é neste tipo de situações em que o Scrum se torna uma mais valia e se destaca das demais metodologias de gestão de projectos.
Apenas deixamos de utilizar o white board quando entramos em fase de testes. Aí usamos uma ferramenta open-source, chamada redmine, para fazermos toda a gestão do fluxo de reporting de bugs (desde o momento em que o bug é reportado até à sua resolução e validação por parte do cliente).

Neste momento estou muito satisfeito com o Scrum e a equipa também já o perfilhou. Estamos todos (a equipa) satisfeitos com o Scrum. As “coisas” mudaram para melhor e somos hoje uma equipa mais eficiente.

Gostaria só de deixar um aviso à navegação: o Scrum não é uma silver bullet, ou seja, não é a solução para todos os males de uma equipa. É apenas uma excelente forma de gerir e desenvolver projectos. Li uma frase na internet que explica da melhor forma o que acabei de escrever: “A great team will have great success with or without Scrum. A shitty team will still produce shit with scrum. Just that the shitty scrum team will see it earlier than the shitty no-scrum team”.

Até para a semana.

scope creep

Existem várias personagens (ou intervenientes) num projecto: a equipa de projecto (onde se encontra o gestor de projectos), key users, sponsor, outros stakeholders, etc.

Agora se imaginarem um projecto como sendo uma história da Disney, existem sempre “os bons” e “os maus”. Ora se “os bons” são todos estes que acabei de referir, “o mau” (o vilão) é sem dúvida nenhuma o scope creep.

O scope creep é a pessoa que basicamente passa o tempo todo a tentar alterar o âmbito acordado e a forçar a inclusão de novas features sem mexer no prazo e no custo. Soa-vos a alguém familiar? É muito provável que sim, pois todas as histórias (neste caso projectos) têm sempre um vilão.

A sorte é que em todas as histórias existe sempre alguém (um herói a.k.a. “o bom”) que faz frente ao mau e que geralmente leva sempre a melhor. Inclusivamente muitos deles fazem parte da nossa infância: o batman, o spiderman, o capitão américa, o hulk, etc.

Num projecto quem costuma ser o herói que tenta salvar o mundo (projecto) do scope creep?

Adivinharam! É o gestor de projectos!

O project manager apesar de não ter capa, de não andar com as cuecas por fora das calças e de não ter propriamente poderes sobrenaturais, deve a todo e qualquer momento lutar intransigentemente pelos interesses do projecto, o que implica “derrotar” o scope creep.

E como?

Blindando a equipa de projecto de todo e qualquer contacto com o scope creep e relembrando constantemente ao vilão o âmbito acordado do projecto.

Não quer dizer com isto que alterações ao âmbito do projecto sejam de evitar. As mudanças devem ser encaradas com naturalidade e são de salutar. O que não é de todo de saudar é alterações de ultima hora, “em cima do joelho”, sem medirmos o real impacto no projecto e comunicadas de forma pouco clara e pouco oficial. E é desta forma que um scope creep tenta alterar o âmbito de um projecto. A tentar incluir uma pequena alteração aqui, uma pequena feature acolá, destruindo aos poucos toda e qualquer hipótese do projecto ser bem sucedido.

Atenção aos scope creeps. Eles andam por aí! A sorte é que temos sempre um super herói para salvar o dia. :-)

Até para a semana.

Nota: Scope creep pode também ser definido como o fenómeno de alterar o âmbito e não como a pessoa que tenta provocar a alteração.

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