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PMO… o que é? para que serve? como se justifica ter numa empresa?

Vamos por passos:

O que é?
O PMO, conhecido também por Project Management Office, de um ponto de vista simplista é a gestão da gestão de projectos.
Podemos dizer que o PMO aglutina todas as praticas e métricas utilizadas na gestão de projecto de uma determinada organização, ou seja, é o como se deve gerir um projecto. As praticas e normas que são utilizadas para a gestão de projectos dentro da empresa.

Para que serve?
Serve para organizar e documentar todos os projectos e sua respectiva gestão. É um portfolio integrado de todos os projectos, uma knowledge-base dentro da organização que permite manter o registo de todos os projectos que decorrem, decorreram ou irão decorrer. Tem como principal objectivo garantir a consistência e coerência na gestão dos projectos. Através do PMO a empresa tem garantias que a gestão de projecto é feita sempre da mesma forma independentemente do projecto ou do gestor desse mesmo projecto, assumindo que o gestor cumpre com as normas, métricas, procedimentos e boas práticas que constam no PMO).

Como se justifica a sua existência numa empresa?
A sua existência é justificada a partir do momento que uma empresa pretende dar um “salto” qualitativo na sua gestão. Um PMO não pode ser encarado como um custo ou uma despesa mas sim como um investimento na organização interna da organização. E tendo em conta que se trata de se tornar metódico a gestão de uma parte vital da empresa, que é a gestão de projectos, é sem dúvida um investimento a se ter em conta quando a empresa tem a maturidade suficiente para se organizar internamente.

Existem poucas empresas que estão preparadas para implementarem um PMO, e ainda menos dispõem actualmente de um. A verdade é que só as grandes organizações vão dando maior atenção à organização interna e por consequência à possibilidade de terem um PMO. Temos de aguardar por um futuro (pouco) distante para vermos este “conceito” mais popularizado no mundo empresarial português.

Até para a semana.

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silver bullets

De todos os chavões que me chamaram a atenção nos termos utilizados na gestão de projectos, silver bullets foi de longe o meu preferido.

Não só por todo o misticismo que gira em torno deste termo, mas também pelo significado em si.

Silver bullets é basicamente a solução, ou mais um milagre, para a solução de um grande problema. E estas “balas” enquadram-se na gestão de projecto na medida em que não existe sempre uma solução out-of-the-box para os problemas.

Já vimos aqui que gerir um projecto com sucesso e sem problemas não é como uma receita, ou seja, algo que se for seguido à risca terá sempre sucesso.

Existem problemas e imprevistos e não existem receitas/soluções que previnam todo e qualquer dissabor. Muito menos quando essa solução passa por uma novidade tecnológica! (a tecnologia nunca é a resposta para os problemas).

Por isso se diz que em gestão de projecto não existem silver bullets. Cada projecto é um projecto e nada é repetível ao ponto de se conseguir fazer uma “receita” para a gestão com sucesso de um projecto.

Claro que existem uma série de precauções e boas práticas que permitem diminuir a hipótese de insucesso, mas a verdade é que quem anda à chuva molha-se… e quem gere projectos está sujeito a que o seu projecto seja um insucesso ou pelo menos a deparar-se com problemas sem uma fácil solução. É algo que não é evitável.

Tal como José Mourinho não consegue ganhar sempre, nenhum gestor de projectos consegue sempre gerir projectos de forma bem sucedida.

Não existem silver bullets.

Não existem projectos sem problemas.

Não existem problemas com soluções universais.

E toda esta incerteza é o que torna este mundo da gestão de projectos fascinante.

Até para a semana.