Agile & Scrum Portugal 2013 :: The Sky Way

Eu costumo avisar sempre com alguma antecedência quando vou falar a um evento… mas este foi  tão em cima da hora que foi de todo impossível.

Recebi a confirmação que a minha talk tinha sido aceite no Agile & Scrum Portugal 2013 no dia 14 (sexta-feira) e entre fazer a talk, falar com a BSkyB e reservar bilhetes de avião… não consegui escrever nenhum post a anunciar o meu regresso (ainda que por breves horas) a Portugal.

Foi basicamente partir de Heathrow às 6h00; Aterrar em Lisboa um pouco antes das 9h00; Voltar a levantar voo às 19h00; E finalmente aterrar em solo Inglês por volta das 22h00. Tudo no mesmo dia (obrigado TAP Portugal)… mas a verdade é que valeu bem a pena. Afinal são este tipo de eventos que dão força para Portugal avançar no tempo.

O evento foi bastante bom mas com algumas (pequenas) falhas:

  • Não havia WiFi;
  • Não houve almoço do evento de forma a facilitar o networking / troca de histórias de guerra;
  • O evento sendo gratuito estava esgotado mas houve vários lugares livres. Isto quer dizer que “toda a gente” confirmou a presença visto ser à borla… e logo viam se iam ou não.

Mesmo assim acabou por ser a primeira vez que falei para mais de 100 pessoas e tive o privilégio de pisar o mesmo palco que Ángel Medinilla, Linda Rising e Joseph W. Yoder.

A minha talk chamou-se “The Sky Way” e o que me inspirou a fazer esta talk foi provar / demonstrar que o Agile não é só para startups ou empresas pequenas / jovens… mas sim também para empresas grandes / enormes como é o caso da Sky.

Falei da forma como nós fazemos Agile (se é que se pode dizer assim) e do sucesso que temos obtido em comparação com os tempos em que fazíamos Waterfall.

Gostei imenso de participar no evento. Acho que sou viciado no nervoso miudinho que sentimos antes de subirmos ao palco. 🙂

Podem fazer download da minha apresentação aqui ou na secção de Apresentações.

Ficam aqui duas fotos minhas em palco:

pedro torres no placo

pedro torres no placo

E um excelente sketch de mim feito pelo Ángel Medinilla:

sketch de pedro torres no placo

Até para a semana.

retrospectivas

Cá está o primeiro post directamente de Londres!

Hoje venho-vos falar de retrospectivas (Scrum).

As retrospectivas são “cerimónias” que não estavam contempladas nas primeiras versões da framework do Scrum. Foram adicionadas mais tarde para garantir que as equipas de X em X tempo (normalmente 1 vez por sprint) se juntavam durante determinado tempo (normalmente 1 ou 2 horas) para comer bolachas e outras guloseimas reflectirem na forma de trabalhar, nos acontecimentos mais recentes, tentar identificar pontos de melhoria e sugerir/experimentar coisas novas.

É óbvio que não é preciso fazer tudo isto apenas numa retrospectiva. Se uma equipa durante uma sprint perceber que precisa de alterar qualquer coisa, toma-se medidas para concretizar essa alteração. Não é preciso uma retro (retrospectiva) para fazer / sugerir / acontecer. A retro só está lá para garantir que este tipo de reflexão / análise realmente acontece.

Durante todo o tempo da sprint a equipa deve estar em continuo PDCA (Plan – Do – Check – Act). Deve usar uma filosofia Kaizen (melhoria continua). De outra forma como pode uma equipa melhorar ao longo do tempo?

E afinal o que se passa numa retrospectiva?

Uma retrospectiva pode ser dividida em 5 passos:

1. Set the Stage (preparar o ambiente para a conversa)

2. Gather Data (recolher as opiniões das pessoas)

3. Generate Insights (promover discussões em torno das opiniões recolhidas)

4. Decide What to Do (decidir, como equipa, que medidas / action points serão tomadas nas próximas sprints)

5. Close the Retrospective (limpar as migalhas)

Antes do primeiro passo (ou durante esse primeiro passo) devemos revisitar as medidas / actions points que a retrospectiva anterior gerou de forma a “avaliarmos” se chegaram a ser implementadas. Só assim conseguimos  avaliar até que ponto as retrospectivas estão a gerar valor.

Existem várias formas de Gather Data: desde responder às clássicas perguntas “o que correu bem?” e “o que pode ser melhorado?” até jogos de forma a ajudar todas as pessoas a expressarem da melhor forma. Lembrem-se que existem sempre pessoas mais tímidas, pessoas que gostam de dominar conversas, pessoas que falam mais alto, etc.

No próximo post irei abordar os jogos mais populares usados em retrospectivas. Existem uns muito bons. 🙂

Até para a semana.