Loose thoughts on Remote Work

(I’m going to write this post in English since I believe this is a concern to everyone in the World and not just for Portuguese speakers)

Some years ago I was one of the non-believers of Remote Work (RW).

And the reason for that was because RW for many years (and even today) has been misused, let’s see:
– it was for cost reduction (e.g. salaries, office space);
– to deal with crappy work (that co-located folks didn’t want to do);
– to work in an asynchronous way;
– it used several timezones (some of them with +8 hours difference);
– to have access to a very specific skillset;
– to have the minority of the team (usually one person) working in satellite mode (i.e. all the team is co-located with just one or two people working remotely);
– for the developers to be productive / be in the zone without noise/interruptions (in fact the only behaviour that was being valued here was individualism and not productivity).

No wonder a lot of people (like me) didn’t believe in remote working.

And we also need to take Agile in consideration and the legion of Agilists “preaching” for the co-location of teams.

But… And there is always one but… RW can actually work and be an amazing thing! You just can’t mess things up and follow a KISS approach.

And what showed that to me was actually two examples, that although didn’t work flawlessly… they did work:
– I once worked next to a team that had a remote person (with one hour difference) and in order for the team to work well he was projecting himself all the time and had his microphone “open” all the time and he was accessible to all the team. He was on being projected on a computer and if anyone from the co-located team needed the person they would just walk to the computer and spoke to the remote person. The team also worked all the time in pair programming which I believe helped a lot;
– I also worked for about a year with a brilliant person that remotely ran a team of +100 engineers. This particular person helped the engineering team grow from 10 engineers to 100 remotely. Yes, you read it right… Remotely!

Now that (hopefully) I convinced you that RW can work… I’m going to tell you what I believe RW should be like in order to work flawlessly:
– everyone is remote. There is no middle ground here… or everyone is co-located… or everyone is remote. Plain simple;
– everyone should be in the same time-zone… with “tolerance” for one hour (plus or minus) difference max;
– all work should be synchronous (just like co-located teams);
– you need the right tools (e.g. Sococo) where you are all projecting your video and talking to each other all the time (just like in an online First-person shooter – FPS – videogame);

And the advantages of that are:
– you are all remote with the (majority) of the benefits of co-location;
– you can work from wherever you like (e.g. home, coffee shop, country house)
– it can give you access to some people (and some skillsets) that due to their location you couldn’t count on them (e.g. Alaska, Grenada, Tuvalu, Freixo de Espada à Cinta);
– you’ll be working from a more comfortable place than the typical office
– you won’t need to worry about commute time;
– you can (be closer and) spend more time with your family, friends, pets and other things that have meaning in your life.

For me, it is a no brainer that RW works and it will be an increasing trend of this century.

So hopefully we’ll stop “suffering” from so many approaches from recruiters (usually on LinkedIn) asking for professionals to relocate to locations thousands of km/miles away from where you are currently based… and we’ll see more remote jobs appearing and with that changing (and dramatically improving) people’s lives.

Don’t get me wrong… Co-location is (usually) better than RW… But not only RW can work… As it can unlock some very interesting possibilities that co-location can’t. So both are great… you just need to decide which one is better for you.

Anúncios

Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company

Foi publicado ontem um artigo que teve como origem a minha tese de mestrado.

A Mediterranean Center of Social and Educational Research, através do Academic Journal of Interdisciplinary Studies, publicou o meu artigo com o título Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company.

Deixo um especial Muito Obrigado ao Abílio Oliveira e ao Sérgio Moro por toda a ajuda, trabalho, empenho, convicção e perseverança. Sem eles este artigo não seria publicado.

Para quem tiver curiosidade pode aceder ao meu artigo aqui ou aqui.

Até para a semana.

Agile is Dead :: Wrap-up

Ao fim de 4 apresentações do Agile is Dead (no Pixels Camp, no Aginext, no Agile Connect e no Viana Tech Meetups)… acho que vou dar um “descanço” à minha apresentação que maior sucesso e aceitação teve (se bem que ainda devo esta apresentação à comunidade da Netponto… por isso vamos ver se não haverá uma última apresentação).

A verdade é que este tema está cada vez mais atual que nunca.

Senão vejamos:

  • Vemos novas empresas a quererem começar o seu caminho ágil;
  • Vemos empresas que já faziam há bastante tempo a sua travessia  a voltarem a trás e a questionarem/repensarem o ágil;
  • Vemos consultores a auto proclamarem-se “transformational, organisational, enterprise, technical, lean, agile coaches” sem terem experiência relevante na área;
  • Continuamos com os mesmos trainers a amealharem milhares de euros por cada “curso” de 2 dias;
  • Vemos N vertentes de ágil a surgirem: quer sejam pelo desafio de escalar (exemplos: SAFe, LeSS) quer seja pelo desafio de fazer as coisas de forma diferente (exemplos: Agnostic Agile, Modern Agile);
  • Vemos implementações de Scrum, no mínimo, questionáveis em várias empresas;
  • Não vemos melhorias óbvias, evolução na comunidade (comunidade esta que apregoa a melhoria contínua);
  • Vemos poucas comunidades ativas de aficionados e praticantes ágeis (uma boa exceção a este cenário é a Agile Connect);
  • Vemos empresas a questionar o ágil quer seja porque têm/tiveram as pessoas erradas a liderar/dinamizar o movimento quer seja porque não tem paciência para esperar pelos resultados;
  • Vemos empresas a não obterem os resultados de delivery desejados e a “culpabilizarem” o ágil.

E o que devemos fazer perante isto?

As (poucas) respostas que tenho para dar são:

  • Voltar para/continuar a fazer waterfall não é solução;
  • As empresas têm que ser muito mais exigentes com quem contratam para os papéis de scrum master/agile coach/consultor;
  • Definam critérios de sucesso claros entorno da adoção do ágil;
  • Meçam os resultados obtidos (quantitativos e qualitativos);
  • Evitem febres, modas e caminhos “rápidos” ou “fáceis”.

E pronto… ao fim de 4 meses sem escrever no meu blog tinha de voltar com um post deste estilo. O meu objetivo não é, nem nunca foi, denegrir o ágil… mas sim aumentar o sentido de urgência para que façamos alguma coisa em relação ao seu status quo.

Até para a semana.

Agile is Dead :: Aginext London 2018

A segunda edição da conferência Aginext aconteceu, em Londres, nos passados dias 22 e 23 de Março.

Os keynotes foram do Dave Snowden (primeiro dia) e do Antony Marcano (segundo dia). Tanto uma apresentação como a outra foram muito insightful. O Dave explorou a entrada no mundo Agile por parte das McKinzeys e Gartners da vida e como isso irá afetar as “Agile boutiques”. O Antony explorou um novo conceito, que tem construído com Kent Beck (pai do eXtreme Programming), chamado eXplore, eXpand e eXtract.

Umas das talks que mais gostei foi sem dúvida a talk do Dan (KanbanDan) Brown: Scrum is from Mars, Kanban is from Venus. Cada vez mais estou convencido que (de uma forma genérica) o Kanban consegue ser mais eficiente do que o Scrum nas organizações.

Em termos de regular talks/workshops destaco alguns speakers que estiveram muito bem: Richard Atherton, Dean Latchana, Roy Marriott and Portia Tung (autora do livro “The Dream Team Nightmare: Boost Team Productivity Using Agile Techniques”), Andrew Spence (Agile em auditoria), Torbjörn Gyllebring e Toby Sinclair.

Os temas foram muito pertinentes e variados; falou-se do futuro do Agile com especial enfoque em Kanban, Coaching, Comunicação e Transformação ágil.

A minha talk “Agile is Dead” foi muito bem recebida e tive inclusivamente o privilégio de ter a Liz Keogh a tweetar sobre a minha talk.

agile is dead :: me on stage

 

Pouco depois da minha talk tive a honra de ser convidado para abrir o painel “Why Agile Transformations Fail” com o Dean Latchana.

Panel Debate - Why Agile Transformations Fail by Dean Latchana

Foi um evento muito muito bom. Parabéns ao David Gimelle e ao resto da equipa pela organização.

A comunidade ágil Inglesa (e não só visto terem estado várias pessoas da comunidade Alemã) é realmente muito interessada e dinâmica.

É engraçado que sempre que estou em Londres fico com nostalgia dos dias que vivi nesta cidade. 🙂

Até para a semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lean em engenharia de software

Como eu costumo contar nas minhas apresentações, comecei a minha navegação por mares ágeis em 2010. No começo dediquei muito tempo ao Scrum, depois ao Extreme Programming e finalmente ao Kanban. O scaling scrum nunca mereceu muito da minha atenção até porque em 2010 a única framework que existia de scaling scrum era o simples (mas extremamente eficiente) “Scrum of Scrums”… que até à data é a unica framework totalmente gratuita, sem cursos associados e sem livros escritos.

Lean sempre foi algo que me interessou minimamente mas não o suficiente para desviar a minha atenção do Agile. E ao contrário do que muitos escrevem, para mim Agile e Lean estão ao mesmo nível de grandeza, são dois mindsets, duas disciplinas independentes, não opostas, com uma zona comum. Aqui fica uma imagem (afinal vale mais do que mil palavras) do que eu acredito ser a “relação” entre Agile e Lean:

Ultimamente, talvez por ter começado a ser um entusiasta de SRE, DevOps e Operações, tenho focado a minha atenção mais em Lean e menos em Agile. E se antes achava que tinha uma boa ideia do que era Lean aplicado a Software engineering… só depois de ler:

  • “The Phoenix Project: A Novel about IT, DevOps, and Helping Your Business Win”;
  • “The DevOps Handbook:: How to Create World-Class Agility, Reliability, and Security in Technology Organizations”;
  • “Personal Kanban: Mapping Work | Navigating Life”.

é que realmente percebi como sabia bem menos de Lean do que achava.

Lean é extremamente poderoso e apaixonante. É uma ferramenta “diferente” do Agile mas que qualquer profissional de IT devia ter na sua toolbox.

Como eu acredito em walk the talk, eat your own dog food, lead by example, practice what you preach,  criei o meu personal kanban board com a ajuda desta ferramenta. Ao final de algumas semanas posso dizer que não só fiquei mais organizado, como tornei-me também menos ansioso. O poder da visualização e de limitar o trabalho em progresso (WIP) é realmente fantástico. 🙂

Até para a semana.

 

Aginext.io London Conference 2018

Soube esta semana que a minha talk Agile is Dead foi aceite para a conferência Aginext.io London Conference 2018.

Isto quer dizer que os meus planos de fazer um hiato em public speaking terão de ser adiados.

Esta conferência permite-me regressar à cidade onde já vivi (Brentford), onde já trabalhei (Sky UK) e onde já fiz também uma talk (Agile Tour London 2016).

A verdade é que guardo boas recordações de Londres e gosto sempre de regressar a esta cidade. Não há como beber uma boa pint num pub Inglês. 🙂

Até para a semana.

Agile is Dead :: Pixels Camp 2018

No mês passado fiz uma apresentação, no Pixels Camp, em Lisboa, entitulada “Agile is Dead“.

pixels camp 2017

É uma talk, polémica, bastante em linha com o “Unlearn your CSM“.

Tanto o Unlearn your CSM como o Agile is Dead explora o estado atual da Agile não só em Portugal mas no resto do mundo… fazendo uma crítica à forma como o Agile evoluiu e como tem sido adotado pelas empresas.

Acredito que hoje estamos muito longe dos principios e valores do Agile e isso é algo que me preocupa e me deixa triste / apreensivo em relação ao futuro das empresas e do desenvolvimento de software.

Como (not so much) fun fact… reparei que à medida que me fui focando nos “problemas” da agilidade dei por mim a ter cada vez menos vontade de fazer apresentações sobre Agile.

Neste momento estou bastante convicto que este foi o último ano que fiz apresentações sobre Agile… por isso quem me viu a fazer uma apresentação espero que tenha gostado… e quem não me viu a apresentar… sempre pode ver alguns dos meus videos aqui.

Não tenho dúvidas que recebi muito desta comunidade e acho que também contribuí bastante… paro numa altura de dever cumprido.

Creio que está na altura de dar espaço para outras pessoas se afirmarem neste espaço e que façam o Agile voltar às suas origens: “We are uncovering better ways of developing software by doing it and helping others do it“.

Deixo por fim uma recomendação às comunidades ágeis em Portugal: Sejam menos elitistas e sejam mais inclusivos. Juntos somos fortes… sozinhos somos fracos… ou como disse Aristóteles: “The whole is greater than the sum of its parts.”

 

P.S: Continuo a ser um grande fã da agilidade… e não tenho dúvidas que este é o caminho a seguir.