recurso humano 2.0

Nos últimos anos a Internet mudou.

Mudou e continua a mudar.

Estamos hoje em plena web 2.0 e a começar a ouvir aqui e ali sobre a web 3.0.

Ora as pessoas, nos seus locais de trabalho, também mudaram.

Gosto de dizer que hoje estamos na era do recurso humano 2.0.

O RH 2.0 difere dos restantes em termos das suas convicções, necessidades e expectativas.

Convicções: Todas as pessoas têm as suas convicções e crenças. O recurso humano 2.0 é o recurso do século XXI. As pessoas têm que acreditar na empresa que representam. Um colaborador que acredita na empresa que representa e na sua marca é um colaborador mais eficiente em prestar serviços ao seu cliente. O recurso humano 2.0 é uma pessoa que “veste a camisola” da sua organização.

Necessidades: Todos temos necessidades. E um colaborador de uma empresa não é excepção. O recurso humano 2.0 é um indivíduo que necessita de se sentir valorizado, acarinhado e apreciado. Todos os recursos humanos trabalham de forma mais eficiente e eficaz a partir do momento em que o seu trabalho é reconhecido. Só depois do reconhecimento é que aparecem as necessidades monetárias e restantes regalias.

Expectativas: O recurso humano 2.0 quando aceita o desafio de trabalhar numa empresa, cria uma série de expectativas. Expectativas que não estão implícitas no contrato de trabalho mas que são igualmente importantes de serem cumpridas. A própria entidade patronal também cria as suas próprias expectativas relativamente ao novo colaborador. As expectativas do colaborador deverão ser percepcionadas pela organização de forma a irem ao encontro delas. Para o recurso humano 2.0 as expectativas são tão ou mais importantes do que o que está explicito no contrato de trabalho.

As principais qualidades do recurso 2.0 são: Assertividade, Perseverança, Equidade, Determinação.

E agora as perguntas que cabe a cada um responder são:
– Os vossos colaboradores são rh 2.0?
– Como é que podem ajudar os vossos colaboradores a chegar lá?

Até para a semana.

gestão da comunicação

A comunicação é dos bens mais preciosos na vida.

O poder de comunicar é uma das maiores armas que temos na nossa sociedade.

E tal como na sociedade, num projecto a comunicação é de extrema importância.

À primeira vista até podem achar que é algo pouco pertinente, mas não podiam estar mais longe da verdade. A comunicação é o que permite o gestor de projecto gerir todos os stakeholders e garantir um bom “clima” dentro do projecto.

A comunicação permite gerir as expectativas do sponsor, dos stakeholders e dos utilizadores finais. Permite também gerir a motivação do líder técnico e por conseguinte dos programadores. Facilita a tolerância à falha e cria um sentimento de compreensão perante imprevistos.

Ao comunicarmos de forma atempada e assertiva conseguimos garantir o “bom humor” de todas as partes envolvidas no projecto fazendo com que todas as partes se sintam envolvidas e “importantes”, pois de facto são.

Mas tanto a comunicação atempada e assertiva é um trunfo para qualquer gestor de projecto como a comunicação desajeitada e fora de tempo é um penalti decisivo falhado.

O gestor de projecto deve usar a comunicação sempre a favor do projecto e nunca permitir que a comunicação se torna numa faca de 2 gumes, pois muito facilmente conseguimos comprometer um projecto à conta da comunicação.

A comunicação, tal como já foi dito, é o veículo para a gestão das expectativas e da motivação dos elementos do projecto.

Uma dica do PMBoK é o gestor de projecto ter claramente identificados os stakeholders de um projecto, os seus contactos e a forma preferencial de contacto de cada elemento. Só por isto podem ver como o PMBoK assume que a comunicação é algo bastante delicado num projecto e que requer prudência durante a sua utilização.

Espero que não fiquem com medo de comunicar, pois pior do que comunicar mal é a ausência de comunicação. Isso sim é a morte do artista, ou neste caso, do projecto. A ausência de comunicação permite e alimenta a especulação e cria enorme resistência dentro do projecto. Fragiliza a posição do gestor do projecto e destrói a confiança que tanto a equipa de projecto como restantes stakeholders depositam nele.

Por isso já sabem. A palavra de ordem é comunicar, comunicar e comunicar. Mas de forma correcta, atempada e acima de tudo assertiva.

Para a semana espero falar-vos da gestão das expectativas. Uma das minhas tarefas preferidas.

Até para a semana.