scrum na optimus

Comecei há cerca de um mês a fazer scrum aqui na Optimus.

Não é um scrum bíblico mas posso dizer que é o scrum à nossa moda! 🙂

Quase que dava uma receita.

Aqui ficam os ingredientes:
1 quadro branco (obtido de forma caricata);
100 post-its (amarelos);
1 caneta para o quadro (para identificar as sprints e fazer separações);
1 scrum master (cabe-me a mim a honra);
1 product owner (cabe-me novamente a mim a honra);
várias equipas de projecto;
boa disposição (de toda equipa) q.b..

E a preparação:
Primeiro colocamos o quadro branco (scrum board) num local bem visível para toda a equipa.

Depois com a caneta separamos o quadro em 5 colunas: “Todo”, “In progress” (que subdividimos em “Going” e “On hold”), “To verify” e “Done :-)”. Inicialmente não tínhamos a coluna “In progress” dividida mas assim que tivemos um post-it bloqueado sentimos logo a necessidade de criar uma coluna que nos diga quando uma tarefa está parada. Qualquer post-it ali parado não é bom sinal e requer a nossa atenção. Na coluna de tarefas terminadas recomendo o smile “:-)” porque qualquer post-it que chegue a essa coluna é motivo de satisfação de toda a equipa.

De seguida colocamos em linhas as nossas sprints (que são os nossos projectos) escrevendo o nome da sprint e o respectivo código interno (código que utilizamos para identificarmos os emails relativos à sprint/projecto).

Passamos agora para a estimativa de cada sprint (temos várias a decorrer) e as suas user stories. As nossas estimativas são orientadas à user story e não à sprint, pois desta forma é só colocar os post-its, na coluna “Todo”, com o nome de cada user story e com a indicação da sua estimativa no quadro.

Todos os dias, logo ao início da manhã, fazemos a nossa standing meeting/daily scrum, ou como gosto de lhe chamar, os nossos 5 minutos intensos de reunião diante do quadro branco. Durante uns breves 5 minutos fazemos, de forma animada, informal e descontraída, o status diário da sprint onde abordamos o que foi feito no dia anterior, o que iremos fazer hoje e dificuldades com que possivelmente tenhamos em mãos.

Após todas as reuniões do dia abrimos um excel onde tenho a burndown chart de cada projecto e actualizo com o status obtido. Desta forma conseguimos visualizar o progresso e principalmente o ritmo do projecto. Estamos atrasados? Estamos adiantados? Com que ritmo estamos a trabalhar? A nossa burndown chart tem resposta para todas estas questões.

O resultado final são sprints/projectos terminados a tempo e horas altamente orientados ao cliente e aos seus requisitos. No fim garantidamente ficamos todos felizes, a equipa por ter a performance desejada e o cliente por ter os resultados esperados.

Recomendamos servir o vosso “cozinhado” acompanhado de Extreme programming (XP), principalmente pair programming (2 developers a trabalhar no mesmo computador), de Test-driven development (TDD) (programação orientada aos casos de sucesso e insucesso que se pretende testar) e de Coding standards (regras e/ou boas práticas de programação).

Por fim polvilhem tudo com metodologias AGILE a gosto.

Claro que existem muitos pontos que podemos melhorar e/ou fazer de forma diferente, mas sou da opinião que o Scrum é uma receita de autor, onde cada um o aplica de acordo com a sua realidade. A implementação do Scrum não é por si só um objectivo, mas sim um meio para atingirmos o verdadeiro objectivo que são projectos bem sucedidos.

E vocês também fazem Scrum?

Até para a semana.

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prova superada

Chegou ao fim o projecto que captou toda a minha atenção durante os meses de Dezembro e Janeiro.

Tive o prazer de ser um dos gestores de projecto que esteve envolvido na mudança da marca Clix para Optimus Clix, e como diz o novo slogan, o Clix agora é Optimus.

Foi um projecto que durou cerca de 2 meses onde tive o prazer de coordenar uma equipa de cerca de 11 profissionais.

Era um projecto de alto risco com datas completamente inadiáveis que termina com sucesso. E porquê? Porque conseguimos terminar on-time, on-budget e com a qualidade desejada. Por incrível que pareça sempre que um projecto cumpre estas 3 directrizes pode-se dizer que é um projecto de se lhe tirar o chapéu pois (infelizmente) grande parte dos projectos em Portugal falham redondamente em pelo menos um destes três pontos.

Se a memória não me falha e não querendo ser injusto para com os restantes projectos que tive oportunidade  de gerir arrisco dizer que este foi o projecto que mais gozo me deu ver o resultado final.

É por projectos intensos como este que dá vontade de ser gestor de projectos.

Por fim não poderia deixar de referir a equipa que tive o prazer de gerir constituída por excelentes profissionais que fez com que este projecto tivesse um final feliz.

A todos os envolvidos, um “muito obrigado” e um “foi um prazer enorme trabalhar com vocês”.

Agora é a altura de festejar e de consolidar as “lessons learned”.

Até para a semana.