certificações em scrum

Este ano ando entusiasmadíssimo com as certificações em scrum.

Para quem não sabe, vão ocorrer duas formações em Lisboa (oficias da Scrum Alliance):

– Certified Scrum Master: (CSM)

– Certified Product Owner: (CPO)

Tanto uma como a outra serão dadas pelo Mitch Lacey.

As inscrições “early bird” terminam no final deste mês por isso recomendo-vos vivamente a reflectir na vossa presença (ou não) nestas duas formações que não ocorrem todos os dias em solo nacional.

Eu vou tentar lá estar. Tanto numa como na outra. 🙂

Para meu grande espanto, o PMI resolveu virar as suas agulhas para o Agile e vai lançar ainda no decorrer deste ano a sua primeira certificação sobre os princípios e conceitos Agile (PMI Agile Certification). Podem ler tudo sobre esta certificação aqui.
Esta é a prova provada que as metodologias Agile estão a ganhar cada vez mais peso na gestão de projecto e a conquistar mais e mais adeptos.

Como podem ver, este é um ano muito bom para começarem a pensar em tirar uma certificação em Scrum / Agile.

Já não há desculpas, pois a oferta já é bastante boa.

Eu vou-me já inscrever.

E vocês do que estão à espera?

Até para a semana.

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requisitos pmp

Já aqui falei sobre a certificação do pmi, o pmp.

O que hoje vos venho falar é algo grave, ou melhor, muito grave.

Sem dúvida que o PMBoK é um manual muito interessante e que a certificação PMP também. E o que eu tenho visto ultrapassa todos os limites da honestidade e seriedade.

O primeiro caso que vos venho falar é sobre os anúncios de emprego que pedem gestores de projecto com 2 anos de experiência e com a certificação PMP. Ora um dos requisitos da certificação PMP é ter-se no mínimo 3 anos de experiência em gestão de projecto, o que quer dizer que este anuncio demonstra uma de duas coisas:

1 – Ignorância total de quem procura os candidatos;

2 – Total alinhamento e concordância com as “trafulhices” que muitos gestores de projecto fazem a candidatarem-se e a obterem uma certificação para a qual não estão habilitados.

O segundo caso que tenho para contar é que eu efectivamente conheço colegas que fizeram a “trafulhice” descrita no ponto 2. Não quero tirar o mérito a quem conseguiu obter a certificação PMP, mas se não estamos elegíveis para a obter estamos no mínimo a por em causa toda a qualidade que era suposto o PMP conferir.

E agora tendo em conta estes 2 casos o que pensar do PMP? É efectivamente uma mais valia? É só para Inglês ver? Pois eu também não tenho a resposta para estas perguntas mas posso-vos garantir que, para já, ainda estou interessado em obter a certificação assim que completar os 3 anos de experiência de gestão de projecto (já falta pouco!). Embora se começar a ter conhecimento de mais episódios destes não sei até que ponto irei manter o interesse.

Acima de tudo não deixa de ser triste saber que, para variar, há pessoas a quebrarem regras para proveito próprio e colocando toda uma certificação em causa de forma (mais ou menos) ingénua.

Até para a semana.

certificações

Após uma apresentação das duas metodologias mais conhecidas, passo agora a expor as respectivas certificações.

As certificações do PMI (PMBoK) são:

CAPM – Certified Associate in Project Management:

Certificação de contribuição para a equipa de projecto. Por ser este o objectivo desta certificação, na minha opinião, interessa muito pouco. Apenas demonstra que somos uma parte activa/participativa da equipa de projecto. Não oferece garantias nenhumas para a gestão de projecto em si, apesar da pessoa ter de se familiarizar com o PMBoK.

Para obter esta certificação é necessário um exame de escolha múltipla (duração de 3 horas com 150 perguntas).

Preço do exame é de 300 dólares.

Necessário renovar ao final de 5 anos.

Exige 1500 horas de experiência.

Conclusão: Não gera valor acrescentado para quem quer gerir projectos. Na minha opinião faz mais sentido apostar no PMP, embora seja necessário cumprir os requisitos de elegibilidade para o exame (que são bastante mais exigentes dos que os do CAPM). Só poderá ser interessante se a pessoa quiser estudar e testar os seus conhecimentos do PMBoK.

PMP – Project Management Professional:

Certificação de gestão de projecto. É a certificação por excelência do PMI. É uma certificação aceite e reconhecida a nível mundial e que trás um enorme peso ao nosso CV. Qualquer pessoa que queira vingar na área da gestão de projecto deve planear obter esta certificação. Mas não é fácil visto para sermos elegíveis para esta certificação termos de ter 5 anos de experiência como gestor de projecto (no caso de termos apenas concluído o 12º ano) ou 3 anos de experiência (no caso de termos um diploma universitário).

Para obter esta certificação é necessário um exame de escolha múltipla (duração de 4 horas com 200 perguntas).

Preço do exame é de 555 dólares.

Necessário renovar ao final de 3 anos através da obtenção de 60 PDUs (podem consultar o site do PMI para se inteirarem deste sistema complexo de renovação).

Exige 3 anos de experiência + 35 horas de aulas.

Hoje em dia é possível realizar os exames do PMI em território Português.

Nota: Existem mais 3 certificações do PMI (PMI-SP, PMI-RMP e PgMP), mas nos casos do PMI-SP e PMI-RMP são englobados pelo PMP e o PgMP está mais orientado para gestão de “programas”, ou seja, gestão de gestão de projectos e/ou gestão de produtos. Basicamente é um nível acima da gestão de projecto.

As certificações de PRINCE2 são:

The PRINCE2 Foundation exam:

Semelhante ao CAPM do PMBoK em termos de objectivos, ou seja, apenas atesta conhecimentos de PRINCE2. Não dota a pessoa de know-how para a gestão de projecto.

O exame é de escolha múltipla com duração de 1 hora. Tem 75 questões das quais 38 terão de estar correctas para obtermos a certificação.

O preço do exame é de £200.

Não é necessário renovar.
The PRINCE2 Practitioner exam:

Certificação ao nível do PMP. Esta é a certificação para atestar as competências de um Gestor de projecto na metodologia PRINCE2. Ao contrário do PMP, para fazermos o Practitioner exam temos obrigatoriamente de ter passado no Foundation exam. Isto quer dizer que para termos a principal certificação do PRINCE2 temos de fazer 2 exames.

O exame tem apenas 9 perguntas que simulam vários cenários. Cada pergunta vale 40 pontos. É necessário obter-se pelo menos 180 pontos de 360 possíveis para se obter a certificação. A duração do exame é de 3 horas. Ao contrário de qualquer certificação até aqui falada, neste exame é possível e recomendável a consulta ao manual do PRINCE2.

O preço do exame é de £370.

É necessário ser renovado de 5 em 5 anos (ficamos certificados por um período de tempo mais alargado do que o do PMP).

Chamo a vossa atenção para o facto que os exames do PRINCE2 apenas serem realizados em Inglaterra ou nos consulados Ingleses. Também é de realçar que as certificações do PRINCE2 não exigem experiência (ao contrário das certificações do PMI).

Tendo em conta o que vos acabei de expor, cabe a cada um de vocês decidir que tipo de certificação pretendem e que rumo querem seguir (PRINCE2, PMBoK ou ambos). No meu caso vou aguardar até ficar elegível para o PMP, visto não acreditar que o CAPM seja uma mais valia a nível curricular. Acho que em Portugal o PMBoK é bastante mais aceite que o PRINCE2 e por este facto não penso em tirar nenhuma certificação dos nossos amigos Ingleses.

Espero ter-vos elucidado um pouco sobre este tema extenso que é as certificações no mundo da gestão de projecto.

Até para a semana.

PMBoK

A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBoK) é a metodologia que o Project Management Institute (PMI) recomenda para a gestão de projectos. E sim escreve-se com o “o” minúsculo e pronuncia-se “PM BÓK” e não “PM BOOK” (de livro em inglês).

Foi criado em 1987 e a sua última edição (a quarta) foi lançada no final de 2008.

O PMBoK é uma metodologia amplamente reconhecida de dimensão internacional.

O PMBoK diz-nos que existem 5 grandes grupos de processos durante o ciclo de vida de um projecto:

– Inicialização;

– Planeamento;

– Execução;

– Controlo e Monitorização;

– Fecho.

E 9 áreas de conhecimento que estarão presentes durante o ciclo acima referido:

– Gestão de integração;

– Gestão do âmbito;

– Gestão do tempo;

– Gestão do custo;

– Gestão da qualidade;

– Gestão dos recursos humanos;

– Gestão da comunicação;

– Gestão do risco;

– Gestão do procurement (aquisições);

Durante o decorrer de cada um dos grupos de processos, várias áreas de conhecimento estarão presentes. E como cada área de conhecimento contém igualmente processos, o efeito final entre grupo de processos, áreas de conhecimento e processo é o efeito de uma matriz. Fazendo assim com que um processo pertença a 1 grupo de processos e a 1 área de conhecimento.

Como vocês podem imaginar, apesar de o PMBoK contemplar todas estas áreas de conhecimento, nem todas poderão ser necessárias durante um projecto. Depende da dimensão e complexidade do mesmo.

O PMBoK é uma excelente referência para as boas práticas na gestão de projecto. Mas nunca poderá ser levado “à risca”, pois cada projecto é único e o ideal será o gestor de projecto adaptar o PMBoK às necessidades do projecto que tem em mãos.

Creio que com este post conseguem ter uma visão high-level do que é o PMBoK e qual o seu objectivo.

Até para a semana.