como o scrum mudou a minha vida

Cheguei à conclusão que sinto um enorme afecto pelos post-its que durante a noite caem do quadro, e tenho de os colar de manhã quando chego ao escritório, obrigando-me saber de cor e salteado todas as tarefas de todos os projectos ao ponto de saber exactamente de onde cada post-it caiu (projecto/sprint e respectivo estado).

O scrum enquanto ferramenta de tracking de projectos é excelente. O que para mim é o mesmo que dizer: “Bye bye Microsoft Project!” 🙂

E não ajuda apenas o project manager / scrum master. De forma inconsciente toda a equipa tem presente todas as tarefas que estão feitas, por fazer e em progresso.

Não vou dizer que o scrum é muito melhor que os mandamentos do pmbok mas a verdade é que o scrum é mais prático enquanto o pmp é mais teórico.

Como já disse repetidas vezes, o scrum por si só não é a solução para o problema… agora que o ajuda a resolver lá isso ajuda.

Eu sei que sou suspeito, mas neste momento estou bastante mais fã da utilização do scrum do que do pmbok. Agora é como tudo, o scrum é especificamente vocacionado para o desenvolvimento de software (embora há quem diga que pode ser usado em outras áreas) enquanto o pmbok pode ser usado nas mais variadíssimas áreas. Daí a minha inclinação para o scrum. E verdade das verdades, o scrum é divertido!

Até para a semana.

scope creep

Existem várias personagens (ou intervenientes) num projecto: a equipa de projecto (onde se encontra o gestor de projectos), key users, sponsor, outros stakeholders, etc.

Agora se imaginarem um projecto como sendo uma história da Disney, existem sempre “os bons” e “os maus”. Ora se “os bons” são todos estes que acabei de referir, “o mau” (o vilão) é sem dúvida nenhuma o scope creep.

O scope creep é a pessoa que basicamente passa o tempo todo a tentar alterar o âmbito acordado e a forçar a inclusão de novas features sem mexer no prazo e no custo. Soa-vos a alguém familiar? É muito provável que sim, pois todas as histórias (neste caso projectos) têm sempre um vilão.

A sorte é que em todas as histórias existe sempre alguém (um herói a.k.a. “o bom”) que faz frente ao mau e que geralmente leva sempre a melhor. Inclusivamente muitos deles fazem parte da nossa infância: o batman, o spiderman, o capitão américa, o hulk, etc.

Num projecto quem costuma ser o herói que tenta salvar o mundo (projecto) do scope creep?

Adivinharam! É o gestor de projectos!

O project manager apesar de não ter capa, de não andar com as cuecas por fora das calças e de não ter propriamente poderes sobrenaturais, deve a todo e qualquer momento lutar intransigentemente pelos interesses do projecto, o que implica “derrotar” o scope creep.

E como?

Blindando a equipa de projecto de todo e qualquer contacto com o scope creep e relembrando constantemente ao vilão o âmbito acordado do projecto.

Não quer dizer com isto que alterações ao âmbito do projecto sejam de evitar. As mudanças devem ser encaradas com naturalidade e são de salutar. O que não é de todo de saudar é alterações de ultima hora, “em cima do joelho”, sem medirmos o real impacto no projecto e comunicadas de forma pouco clara e pouco oficial. E é desta forma que um scope creep tenta alterar o âmbito de um projecto. A tentar incluir uma pequena alteração aqui, uma pequena feature acolá, destruindo aos poucos toda e qualquer hipótese do projecto ser bem sucedido.

Atenção aos scope creeps. Eles andam por aí! A sorte é que temos sempre um super herói para salvar o dia. 🙂

Até para a semana.

Nota: Scope creep pode também ser definido como o fenómeno de alterar o âmbito e não como a pessoa que tenta provocar a alteração.