Agile Portugal 2017 :: Unlearn your CSM

Mais um ano… e mais um Agile Portugal que passou.

Este ano foi a 8 edição (o evento começou em 2010) e voltou pela segunda vez à cidade de Lisboa. A primeira vez que este evento foi organizada em Lisboa foi em 2013 e foi exatamente nesse ano que fui speaker pela primeira vez. Estava longe de imaginar que iria ser speaker também nas 4 edições seguintes.

Apesar de gostar imenso da cidade de Lisboa (vivi na capital cerca de 8 anos) o evento Agile Portugal fica sempre a saber a pouco quando é organizado à beira Tejo. Arrisco-me a dizer que nas duas vezes que o evento foi em Lisboa tivemos cerca de metade da assistência comparando com os eventos organizados no Porto (em Leiria também não tivemos muitas pessoas mas tendo em conta a cidade e o que representou para a Catarina Reis valeu bem a pena ser organizado lá!)… por isso não é de admirar que das primeiras coisas anunciadas no evento deste ano foi que o Agile Portugal voltaria à cidade invicta em 2018.

Em relação ao evento propriamente dito… para além de ter poucas pessoas a assistir… as talks acabaram por não trazer nada de muito novo para a comunidade.

Eu na minha talk “Unlearn your CSM” faço uma análise (fria mas honesta) de como o Scrum está neste momento e o que acho que estamos a fazer de errado (como comunidade) para o Agile e o Scrum não ter bastante mais sucesso do que o observado.

A minha talk foi bastante diferente do normal… onde acabei por expor várias opiniões sentidas por vários membros da comunidade mas que nunca tiveram oportunidade de verbalizar.

unlearn your csm

Podem ver a minha apresentação aqui.

Creio que enquanto comunidade devíamos entrar num período de reflexão (Inspect) antes de tomarmos qualquer acção (Adapt) pois tenho a opinião que a situação do Agile e do Scrum em Portugal não está tão “cor-de-rosa” como as pessoas pensam / dizem… e claramente temos de ajustar o rumo antes que o Agile e o Scrum ganhem uma reputação negativa e seja tudo posto em causa.

Até para a semana.

Será o Product Owner uma galinha?

Foi hoje publicado, na Scrum Alliance, mais um artigo meu. 🙂

O artigo explora a posição do Product Owner (PO) dentro da equipa de Scrum tendo em conta duas escolas de pensamento: a escola de pensamento que acredita que o Product Owner é uma “galinha” e a outra escola de pensamento que defende que o PO é um “porco”.

Para quem não sabe / não se recorda da história do porco e da galinha pode ver aqui.

No artigo faço também referência ao modelo de Tuckman e às suas etapas: Forming, Storming, Norming,  Performing.

Até para a semana.

 

Spoiler: Na minha opinião todos os papéis / roles prescritos no guia do Scrum são porcos… e não galinhas.

 

Story Points Explained: The What, Why, and How

Voltei a escrever um artigo na Scrum Alliance a explicar, da forma mais simples possível, story points.

Usei exemplos práticos (bem Portugueses) para as pessoas relacionarem os pontos com o esforço… que em ultimo caso se traduz em tempo.

Expliquei que os pontos representam esforço e não complexidade…. algo que tipicamente é confundido e assumido como sendo a mesma coisa.

Começo a pensar se não estou a fugir ao propósito original deste blog… de criar conteúdos em Português sobre Agile. É algo que merece uma reflexão. 🙂

Até para a semana.

Artigo Agile & KPIs

E afinal podemos mesmo dizer que não há duas sem três! 🙂

Foi lançado este mês, no site da Scrum Alliance, o meu artigo “Agile and KPIs“.

Neste artigo está o meu ponto de vista sobre KPIs e tento reforçar a ideia que “nem tudo o que pode ser medido é importante e nem tudo o que é importante pode ser medido“, frase de William Bruce Cameron.

Apercebi-me também que tive a honra do meu primeiro artigo  “What I Wish I’d Known During My First Scrum Sprints” ser escolhido para estar na newsletter da Scrum Alliance de Setembro. 🙂

Até para a semana.

artigo Pair Programming

Costuma dizer-se que não há duas sem três… mas no meu caso não há uma sem duas. 🙂

Depois de ter publicado o meu artigo “What I Wish I’d Known During My First Scrum Sprints” na Scrum Alliance submeti um novo artigo “Pair Programming” que foi aceite para publicação.

Tal como o primeiro, este artigo também é praticamente uma transcrição da útima versão minha talk “Pair Programming” que dei na (Conferencia Agile Spain) CAS 2014 em Barcelona, Espanha.

Julgo ser a forma mais eficiente de passar a informação aos interessados (que não puderam assistir à talk)… até porque os meus slides têm muito pouco texto.

Até para a semana.

a minha primeira vez na scrum alliance

Seguindo os exemplos dos meus amigos Cátia e Eduardo resolvi escrever um artigo na Scrum Alliance.

O artigo acaba por ser a transcrição da talk que dei no Agile Portugal 2015 acrescida de mais dicas que não tive oportunidade de passar à audiência durante o evento.

Foi a minha primeira contribuição para a comunidade na Scrum Alliance e em Inglês.

Vou continuar a escrever, no meu blog, em Português porque continuo a acreditar que já existe informação suficiente em Inglês mas muito pouca em Português.

Creio que é mais fácil mudar o mundo aos poucos… e em Português… do que tentar mudar o mundo de uma só vez usando Inglês. Faz-me lembrar as histórias do elephant carpaccio e de como se deve comer um elefante. 🙂

Até para a semana.

PSM I

No mês passado, em Fevereiro, frequentei o curso de Professional Scrum Master que foi organizado pela White Spectrum.

Neste fim de semana que passou fiz o exame para a certificação e passei.

Conto agora com 4 certificações em Scrum: Professional Scrum Master I (PSM I), Certified Scrum Professional (CSP), Certified ScrumMaster (CSM) e Certified Scrum Product Owner (CSPO).

A primeira é da Scrum.org, as restantes são da Scrum Alliance.

O PSM I e o CSM são equivalentes. São os melhores cursos para começarmos a entrosar com o Scrum. A diferença que eu senti entre estes 2 cursos é que o CSM (Scrum Alliance) pareceu-me mais sensacionalista,  mais evangelista. O PSM I (Scrum.org) pareceu-me mais transparente, honesto… mais cru. Imaginem a Igreja Católica Tradicional e a Igreja Universal do Reino de Deus, ambas defendem a mesma coisa (sort of) mas de forma diferente. (Nota: Não estou a criticar nenhuma das Igrejas. Sou inclusivamente Ateu/Agnóstico).

O PSM explicou que o Scrum era uma simples framework e que não dava resposta para tudo. Com o CSM fiquei a achar que o Scrum até problemas matrimoniais resolvia. 🙂

Gostei de fazer os 2. O PSM pareceu-me mais rigoroso (também foi dado por um Britânico). O CSM pareceu-me mais sensacionalista (foi dado por um Americano).

Se quiserem apenas aprender o Scrum eu recomendaria o PSM. Se quiserem “vender” o Scrum a alguém recomendaria o CSM.

O ponto que me parece bastante mais honesto da Scrum.org (em relação à Scrum Alliance) é que a certificação pode ser feita sem curso. Basta acedermos ao site deles, pagar a fee e fazer o exame. No caso da Scrum Alliance tens sempre de fazer o curso para teres acesso ao exame. Não me parece tão bem.

Não sei se ajudei ou não alguém a tomar uma decisão entre CSM ou PSM mas de uma coisa vos garanto… só vale a pena um destes 2. As  restantes entidades que “representam” o Scrum não tem qualquer expressão/valor no mercado de trabalho.

Até para a semana.