Unicorn On-call :: “Portugal tour” :)

Apesar de estarmos no Verão, estamos a viver um Agosto a fazer lembrar o Inverno.

Com o Verão faz-se uma pausa no calendário das conferências (salvo exceções).

No mês de Junho tive a honra de fazer a minha apresentação “Unicorn On-call” em três eventos nacionais:

  • DevOpsDays Portugal;
  • Tech in Porto;
  • Landing Festival Lisbon.

A apresentação tem como objetivo celebrar a coragem, determinação e dedicação dos engenheiros que abdicam do seu tempo livre para olhar pelos sistemas das empresas e por consequencia pelos seus clientes. Esta atividade é normalmente designada por “on-call” ou “prevenção”.

Dos vários temas abordados na apresentação, gosto de destacar três:

  • Sofware Engineer a fazer on-call, na medida em que não acredito em equipas dedicadas a fazer on-call e porque acredito que as pessoas que desenvolvem sistemas devem também mantê-los;
  • O on-call deve ser em regime de voluntariado, ou seja, as pessoas não devem participar por serem obrigadas mas sim porque acreditam que o devem fazer;
  • Quando utilizamos “gamificação” conseguimos excelentes resultados (em vários níveis).

Deixo ficar os meus slides, aqui, aqui e aqui. Todos têm (ligeiras) diferenças. 🙂

Deixo ficar aqui também o video de apresentação do programa Vanguard (programa de on-call com gamificação):

E aqui fica a minha apresentação no Tech in Porto:

Até para a semana.

Product Panel – “How to scale a product team?” :: Landing Festival Berlin 2019

Por vezes escrever um post cedo de mais dá nisto… 🙂

Acabei por ter mais uma participação (que não estava à espera) na Landing Festival: Fui convidado para ser o moderador de um painel com o título “How to scale a product team?”.

Os painelistas foram:

Tivemos 60 minutos à conversa sobre como “escalar” uma equipa de Produto. Foi uma sessão muito interessante com a prespectiva de 3 pessoas com background e experiencias muito diferentes.

Foi uma experiência inesperada mas a repetir! Obrigado Pedro Saraiva (e Landing.jobs) pela oportunidade! 🙂

Até para a semana.

When Product meets Engineering :: Landing Festival Berlin 2019

Esta semana está a ser uma semana de “estreias”:

Ora bem… primeiro sobre a conferência: é simplesmente impressionante como é que a Landing Jobs consegue organizar uma conferência em Berlim com imensos profissionais, curiosos e estudantes da área. A conferência tem speakers espetaculares como a Sandi Metz e o Gojko Adzic e ainda um espaço para as empresas marcarem presença com as suas booths a tentarem atrair talento.

Em relação à minha talk tive uma receção (surpreendentemente) muito positiva! Basicamente questiono a estrutura clássica “Produto vs Engenharia” ou “Negócio vs IT” (depende dos termos usados em cada organização) e proponho uma estrutura chamada ARM: “Acquisition, Retention and Monetization”. A ideia por detrás desta estrutura é simples… Produto e Engenharia devem co-existir em áreas verticiais estratégicas da empresa (Aquisição, Retenção e Monetização de clientes) e não serem áreas por si. Podia escrever mais sobre o tema em si… mas é mais fácil assistirem à talk. 🙂

Me on stage

Quanto a Berlim… é uma cidade bem diferente das que eu já visitei: podemos estar numa zona chique / posh com preços caríssimos… e passamos para a rua do lado e parece que estamos de volta a 1980 com preços iguais aos do Porto (ou Lisboa). Aqui ficam alguns fun facts de Berlim:

  • Toda a gente bebe cerveja (de meio litro);
  • A cidade é bastante suja… faz-me lembrar o Porto há muitos anos atrás;
  • Tem ruas muito bem cuidadas e estimadas… e outras completamente vandalizadas;
  • Um café custa tanto como uma cerveja;
  • É fácil para um visitante (como eu) beber mais cerveja do que água (tipicamente com gás);
  • Vi mais pessoas de bicicleta nestes dias que num ano inteiro no Porto ou em Lisboa;
  • Não vi trânsito nem o metro cheio (mesmo em horas de ponta);
  • Para se viver em Berlim não é necessário falar Alemão (mas dá bastante jeito porque há muita informação espalhada pela cidade apenas em Alemão);
  • Tem empresas espetaculares como a Zalando e a N26 (para além de imensas outras startups).

All in all a experiência tem sido espetacular e agradeço imenso à Landing.jobs a oportunidade de viver esta experiência. 🙂

Até para a semana.

Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company

Foi publicado ontem um artigo que teve como origem a minha tese de mestrado.

A Mediterranean Center of Social and Educational Research, através do Academic Journal of Interdisciplinary Studies, publicou o meu artigo com o título Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company.

Deixo um especial Muito Obrigado ao Abílio Oliveira e ao Sérgio Moro por toda a ajuda, trabalho, empenho, convicção e perseverança. Sem eles este artigo não seria publicado.

Para quem tiver curiosidade pode aceder ao meu artigo aqui ou aqui.

Até para a semana.

Comunicação em equipas Ágeis: Desafios e Conquistas

Aconteceu no passado sábado o evento de referência da IPMA Young Crew Portugal, o PM4ALL, em Lisboa.

Foi um evento muito interessante onde tiver oportunidade de conhecer a Marisa “the Lucky PM” Silva, a Andreia Henriques e onde revi vários amigos. Parecia que estava em casa. 🙂

O dia foi muito bem passado com sessões (painéis e apresentações) excelentes. Gostei imenso da apresentação sobre Rapport da Ana Maças e da Lara Cunha.

Tive também oportunidade de abraçar a Sara Batalha o que foi, no mínimo, inesperado! 🙂

A apresentação que foi simplesmente overwhelming pelo conteúdo e pela forma super original foi a do Eduardo Espinheira que fez-me ganhar o dia. Ligar Gestão de Projeto com o “Principe” de “o tio” Nicolau Maquiavel e não dizer uma única palavra durante uma apresentação foi realmente uma lição de creatividade e de como estar em palco.

A minha apresentação foi sobre comunicação (o tema do PM4ALL deste ano) e equipas ágeis e tinha como título “Comunicação em equipas Ágeis: Desafios e Conquistas“. Abordei o tema mostrando que a pobre / falta de comunicação é um dos maiores motivos de insucesso dos projectos, demonstrei como é difícil comunicar (por causa da diversidade de canais disponíveis, das emoções, da urgência, da efetividade e do efeito “telefone estragado”) e como o facto de termos equipas grandes torna a comunicação muito difícil dentro da equipa. Falei do livro “The Mythical Man-Month” de Fred Brooks e falei sobre equipas co-localizadas e remotas.

Tive imensa pena de ter de “fugir” às 17h00 de volta para o Porto mas a um Sábado não tinha margem para ficar até ao fim do evento.

Foi um evento espetacular, organizado exclusivamente por pessoas em regime de voluntariado, e que não me deixa dúvidas que para o ano ainda será melhor. Recomendo!

Aqui ficam duas fotos da praxe:

Até para a semana. 🙂

Agile is Dead :: Wrap-up

Ao fim de 4 apresentações do Agile is Dead (no Pixels Camp, no Aginext, no Agile Connect e no Viana Tech Meetups)… acho que vou dar um “descanço” à minha apresentação que maior sucesso e aceitação teve (se bem que ainda devo esta apresentação à comunidade da Netponto… por isso vamos ver se não haverá uma última apresentação).

A verdade é que este tema está cada vez mais atual que nunca.

Senão vejamos:

  • Vemos novas empresas a quererem começar o seu caminho ágil;
  • Vemos empresas que já faziam há bastante tempo a sua travessia  a voltarem a trás e a questionarem/repensarem o ágil;
  • Vemos consultores a auto proclamarem-se “transformational, organisational, enterprise, technical, lean, agile coaches” sem terem experiência relevante na área;
  • Continuamos com os mesmos trainers a amealharem milhares de euros por cada “curso” de 2 dias;
  • Vemos N vertentes de ágil a surgirem: quer sejam pelo desafio de escalar (exemplos: SAFe, LeSS) quer seja pelo desafio de fazer as coisas de forma diferente (exemplos: Agnostic Agile, Modern Agile);
  • Vemos implementações de Scrum, no mínimo, questionáveis em várias empresas;
  • Não vemos melhorias óbvias, evolução na comunidade (comunidade esta que apregoa a melhoria contínua);
  • Vemos poucas comunidades ativas de aficionados e praticantes ágeis (uma boa exceção a este cenário é a Agile Connect);
  • Vemos empresas a questionar o ágil quer seja porque têm/tiveram as pessoas erradas a liderar/dinamizar o movimento quer seja porque não tem paciência para esperar pelos resultados;
  • Vemos empresas a não obterem os resultados de delivery desejados e a “culpabilizarem” o ágil.

E o que devemos fazer perante isto?

As (poucas) respostas que tenho para dar são:

  • Voltar para/continuar a fazer waterfall não é solução;
  • As empresas têm que ser muito mais exigentes com quem contratam para os papéis de scrum master/agile coach/consultor;
  • Definam critérios de sucesso claros entorno da adoção do ágil;
  • Meçam os resultados obtidos (quantitativos e qualitativos);
  • Evitem febres, modas e caminhos “rápidos” ou “fáceis”.

E pronto… ao fim de 4 meses sem escrever no meu blog tinha de voltar com um post deste estilo. O meu objetivo não é, nem nunca foi, denegrir o ágil… mas sim aumentar o sentido de urgência para que façamos alguma coisa em relação ao seu status quo.

Até para a semana.

Agile is Dead :: Aginext London 2018

A segunda edição da conferência Aginext aconteceu, em Londres, nos passados dias 22 e 23 de Março.

Os keynotes foram do Dave Snowden (primeiro dia) e do Antony Marcano (segundo dia). Tanto uma apresentação como a outra foram muito insightful. O Dave explorou a entrada no mundo Agile por parte das McKinzeys e Gartners da vida e como isso irá afetar as “Agile boutiques”. O Antony explorou um novo conceito, que tem construído com Kent Beck (pai do eXtreme Programming), chamado eXplore, eXpand e eXtract.

Umas das talks que mais gostei foi sem dúvida a talk do Dan (KanbanDan) Brown: Scrum is from Mars, Kanban is from Venus. Cada vez mais estou convencido que (de uma forma genérica) o Kanban consegue ser mais eficiente do que o Scrum nas organizações.

Em termos de regular talks/workshops destaco alguns speakers que estiveram muito bem: Richard Atherton, Dean Latchana, Roy Marriott and Portia Tung (autora do livro “The Dream Team Nightmare: Boost Team Productivity Using Agile Techniques”), Andrew Spence (Agile em auditoria), Torbjörn Gyllebring e Toby Sinclair.

Os temas foram muito pertinentes e variados; falou-se do futuro do Agile com especial enfoque em Kanban, Coaching, Comunicação e Transformação ágil.

A minha talk “Agile is Dead” foi muito bem recebida e tive inclusivamente o privilégio de ter a Liz Keogh a tweetar sobre a minha talk.

agile is dead :: me on stage

 

Pouco depois da minha talk tive a honra de ser convidado para abrir o painel “Why Agile Transformations Fail” com o Dean Latchana.

Panel Debate - Why Agile Transformations Fail by Dean Latchana

Foi um evento muito muito bom. Parabéns ao David Gimelle e ao resto da equipa pela organização.

A comunidade ágil Inglesa (e não só visto terem estado várias pessoas da comunidade Alemã) é realmente muito interessada e dinâmica.

É engraçado que sempre que estou em Londres fico com nostalgia dos dias que vivi nesta cidade. 🙂

Até para a semana.