Product Panel – “How to scale a product team?” :: Landing Festival Berlin 2019

Por vezes escrever um post cedo de mais dá nisto… 🙂

Acabei por ter mais uma participação (que não estava à espera) na Landing Festival: Fui convidado para ser o moderador de um painel com o título “How to scale a product team?”.

Os painelistas foram:

Tivemos 60 minutos à conversa sobre como “escalar” uma equipa de Produto. Foi uma sessão muito interessante com a prespectiva de 3 pessoas com background e experiencias muito diferentes.

Foi uma experiência inesperada mas a repetir! Obrigado Pedro Saraiva (e Landing.jobs) pela oportunidade! 🙂

Até para a semana.

When Product meets Engineering :: Landing Festival Berlin 2019

Esta semana está a ser uma semana de “estreias”:

Ora bem… primeiro sobre a conferência: é simplesmente impressionante como é que a Landing Jobs consegue organizar uma conferência em Berlim com imensos profissionais, curiosos e estudantes da área. A conferência tem speakers espetaculares como a Sandi Metz e o Gojko Adzic e ainda um espaço para as empresas marcarem presença com as suas booths a tentarem atrair talento.

Em relação à minha talk tive uma receção (surpreendentemente) muito positiva! Basicamente questiono a estrutura clássica “Produto vs Engenharia” ou “Negócio vs IT” (depende dos termos usados em cada organização) e proponho uma estrutura chamada ARM: “Acquisition, Retention and Monetization”. A ideia por detrás desta estrutura é simples… Produto e Engenharia devem co-existir em áreas verticiais estratégicas da empresa (Aquisição, Retenção e Monetização de clientes) e não serem áreas por si. Podia escrever mais sobre o tema em si… mas é mais fácil assistirem à talk. 🙂

Me on stage

Quanto a Berlim… é uma cidade bem diferente das que eu já visitei: podemos estar numa zona chique / posh com preços caríssimos… e passamos para a rua do lado e parece que estamos de volta a 1980 com preços iguais aos do Porto (ou Lisboa). Aqui ficam alguns fun facts de Berlim:

  • Toda a gente bebe cerveja (de meio litro);
  • A cidade é bastante suja… faz-me lembrar o Porto há muitos anos atrás;
  • Tem ruas muito bem cuidadas e estimadas… e outras completamente vandalizadas;
  • Um café custa tanto como uma cerveja;
  • É fácil para um visitante (como eu) beber mais cerveja do que água (tipicamente com gás);
  • Vi mais pessoas de bicicleta nestes dias que num ano inteiro no Porto ou em Lisboa;
  • Não vi trânsito nem o metro cheio (mesmo em horas de ponta);
  • Para se viver em Berlim não é necessário falar Alemão (mas dá bastante jeito porque há muita informação espalhada pela cidade apenas em Alemão);
  • Tem empresas espetaculares como a Zalando e a N26 (para além de imensas outras startups).

All in all a experiência tem sido espetacular e agradeço imenso à Landing.jobs a oportunidade de viver esta experiência. 🙂

Até para a semana.

Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company

Foi publicado ontem um artigo que teve como origem a minha tese de mestrado.

A Mediterranean Center of Social and Educational Research, através do Academic Journal of Interdisciplinary Studies, publicou o meu artigo com o título Psychological Contract, Internal Branding and Employee Turnover in an IT Company.

Deixo um especial Muito Obrigado ao Abílio Oliveira e ao Sérgio Moro por toda a ajuda, trabalho, empenho, convicção e perseverança. Sem eles este artigo não seria publicado.

Para quem tiver curiosidade pode aceder ao meu artigo aqui ou aqui.

Até para a semana.

Comunicação em equipas Ágeis: Desafios e Conquistas

Aconteceu no passado sábado o evento de referência da IPMA Young Crew Portugal, o PM4ALL, em Lisboa.

Foi um evento muito interessante onde tiver oportunidade de conhecer a Marisa “the Lucky PM” Silva, a Andreia Henriques e onde revi vários amigos. Parecia que estava em casa. 🙂

O dia foi muito bem passado com sessões (painéis e apresentações) excelentes. Gostei imenso da apresentação sobre Rapport da Ana Maças e da Lara Cunha.

Tive também oportunidade de abraçar a Sara Batalha o que foi, no mínimo, inesperado! 🙂

A apresentação que foi simplesmente overwhelming pelo conteúdo e pela forma super original foi a do Eduardo Espinheira que fez-me ganhar o dia. Ligar Gestão de Projeto com o “Principe” de “o tio” Nicolau Maquiavel e não dizer uma única palavra durante uma apresentação foi realmente uma lição de creatividade e de como estar em palco.

A minha apresentação foi sobre comunicação (o tema do PM4ALL deste ano) e equipas ágeis e tinha como título “Comunicação em equipas Ágeis: Desafios e Conquistas“. Abordei o tema mostrando que a pobre / falta de comunicação é um dos maiores motivos de insucesso dos projectos, demonstrei como é difícil comunicar (por causa da diversidade de canais disponíveis, das emoções, da urgência, da efetividade e do efeito “telefone estragado”) e como o facto de termos equipas grandes torna a comunicação muito difícil dentro da equipa. Falei do livro “The Mythical Man-Month” de Fred Brooks e falei sobre equipas co-localizadas e remotas.

Tive imensa pena de ter de “fugir” às 17h00 de volta para o Porto mas a um Sábado não tinha margem para ficar até ao fim do evento.

Foi um evento espetacular, organizado exclusivamente por pessoas em regime de voluntariado, e que não me deixa dúvidas que para o ano ainda será melhor. Recomendo!

Aqui ficam duas fotos da praxe:

Até para a semana. 🙂

Agile is Dead :: Wrap-up

Ao fim de 4 apresentações do Agile is Dead (no Pixels Camp, no Aginext, no Agile Connect e no Viana Tech Meetups)… acho que vou dar um “descanço” à minha apresentação que maior sucesso e aceitação teve (se bem que ainda devo esta apresentação à comunidade da Netponto… por isso vamos ver se não haverá uma última apresentação).

A verdade é que este tema está cada vez mais atual que nunca.

Senão vejamos:

  • Vemos novas empresas a quererem começar o seu caminho ágil;
  • Vemos empresas que já faziam há bastante tempo a sua travessia  a voltarem a trás e a questionarem/repensarem o ágil;
  • Vemos consultores a auto proclamarem-se “transformational, organisational, enterprise, technical, lean, agile coaches” sem terem experiência relevante na área;
  • Continuamos com os mesmos trainers a amealharem milhares de euros por cada “curso” de 2 dias;
  • Vemos N vertentes de ágil a surgirem: quer sejam pelo desafio de escalar (exemplos: SAFe, LeSS) quer seja pelo desafio de fazer as coisas de forma diferente (exemplos: Agnostic Agile, Modern Agile);
  • Vemos implementações de Scrum, no mínimo, questionáveis em várias empresas;
  • Não vemos melhorias óbvias, evolução na comunidade (comunidade esta que apregoa a melhoria contínua);
  • Vemos poucas comunidades ativas de aficionados e praticantes ágeis (uma boa exceção a este cenário é a Agile Connect);
  • Vemos empresas a questionar o ágil quer seja porque têm/tiveram as pessoas erradas a liderar/dinamizar o movimento quer seja porque não tem paciência para esperar pelos resultados;
  • Vemos empresas a não obterem os resultados de delivery desejados e a “culpabilizarem” o ágil.

E o que devemos fazer perante isto?

As (poucas) respostas que tenho para dar são:

  • Voltar para/continuar a fazer waterfall não é solução;
  • As empresas têm que ser muito mais exigentes com quem contratam para os papéis de scrum master/agile coach/consultor;
  • Definam critérios de sucesso claros entorno da adoção do ágil;
  • Meçam os resultados obtidos (quantitativos e qualitativos);
  • Evitem febres, modas e caminhos “rápidos” ou “fáceis”.

E pronto… ao fim de 4 meses sem escrever no meu blog tinha de voltar com um post deste estilo. O meu objetivo não é, nem nunca foi, denegrir o ágil… mas sim aumentar o sentido de urgência para que façamos alguma coisa em relação ao seu status quo.

Até para a semana.

Agile is Dead :: Aginext London 2018

A segunda edição da conferência Aginext aconteceu, em Londres, nos passados dias 22 e 23 de Março.

Os keynotes foram do Dave Snowden (primeiro dia) e do Antony Marcano (segundo dia). Tanto uma apresentação como a outra foram muito insightful. O Dave explorou a entrada no mundo Agile por parte das McKinzeys e Gartners da vida e como isso irá afetar as “Agile boutiques”. O Antony explorou um novo conceito, que tem construído com Kent Beck (pai do eXtreme Programming), chamado eXplore, eXpand e eXtract.

Umas das talks que mais gostei foi sem dúvida a talk do Dan (KanbanDan) Brown: Scrum is from Mars, Kanban is from Venus. Cada vez mais estou convencido que (de uma forma genérica) o Kanban consegue ser mais eficiente do que o Scrum nas organizações.

Em termos de regular talks/workshops destaco alguns speakers que estiveram muito bem: Richard Atherton, Dean Latchana, Roy Marriott and Portia Tung (autora do livro “The Dream Team Nightmare: Boost Team Productivity Using Agile Techniques”), Andrew Spence (Agile em auditoria), Torbjörn Gyllebring e Toby Sinclair.

Os temas foram muito pertinentes e variados; falou-se do futuro do Agile com especial enfoque em Kanban, Coaching, Comunicação e Transformação ágil.

A minha talk “Agile is Dead” foi muito bem recebida e tive inclusivamente o privilégio de ter a Liz Keogh a tweetar sobre a minha talk.

agile is dead :: me on stage

 

Pouco depois da minha talk tive a honra de ser convidado para abrir o painel “Why Agile Transformations Fail” com o Dean Latchana.

Panel Debate - Why Agile Transformations Fail by Dean Latchana

Foi um evento muito muito bom. Parabéns ao David Gimelle e ao resto da equipa pela organização.

A comunidade ágil Inglesa (e não só visto terem estado várias pessoas da comunidade Alemã) é realmente muito interessada e dinâmica.

É engraçado que sempre que estou em Londres fico com nostalgia dos dias que vivi nesta cidade. 🙂

Até para a semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lean em engenharia de software

Como eu costumo contar nas minhas apresentações, comecei a minha navegação por mares ágeis em 2010. No começo dediquei muito tempo ao Scrum, depois ao Extreme Programming e finalmente ao Kanban. O scaling scrum nunca mereceu muito da minha atenção até porque em 2010 a única framework que existia de scaling scrum era o simples (mas extremamente eficiente) “Scrum of Scrums”… que até à data é a unica framework totalmente gratuita, sem cursos associados e sem livros escritos.

Lean sempre foi algo que me interessou minimamente mas não o suficiente para desviar a minha atenção do Agile. E ao contrário do que muitos escrevem, para mim Agile e Lean estão ao mesmo nível de grandeza, são dois mindsets, duas disciplinas independentes, não opostas, com uma zona comum. Aqui fica uma imagem (afinal vale mais do que mil palavras) do que eu acredito ser a “relação” entre Agile e Lean:

Ultimamente, talvez por ter começado a ser um entusiasta de SRE, DevOps e Operações, tenho focado a minha atenção mais em Lean e menos em Agile. E se antes achava que tinha uma boa ideia do que era Lean aplicado a Software engineering… só depois de ler:

  • “The Phoenix Project: A Novel about IT, DevOps, and Helping Your Business Win”;
  • “The DevOps Handbook:: How to Create World-Class Agility, Reliability, and Security in Technology Organizations”;
  • “Personal Kanban: Mapping Work | Navigating Life”.

é que realmente percebi como sabia bem menos de Lean do que achava.

Lean é extremamente poderoso e apaixonante. É uma ferramenta “diferente” do Agile mas que qualquer profissional de IT devia ter na sua toolbox.

Como eu acredito em walk the talk, eat your own dog food, lead by example, practice what you preach,  criei o meu personal kanban board com a ajuda desta ferramenta. Ao final de algumas semanas posso dizer que não só fiquei mais organizado, como tornei-me também menos ansioso. O poder da visualização e de limitar o trabalho em progresso (WIP) é realmente fantástico. 🙂

Até para a semana.